" Voz..." 
Quanto tempo perdido,
Lançado das janelas,
Quanto afeto desperdiçado,
Manchando as aquarelas.
Vão-se as flores fenecendo ante o sol,
Perdendo-se de suas promessas,
Do amor latente, guardado em suas sementes,
Protegido da dor e de toda a escuridão das bocas.
Quanto tempo ainda,
O orgulho cegará as nossas almas,
Enegrecendo os lampejos meninos,
Que nos nascem nos olhos e nos sorrisos.
Se não nos é possível enumerar nossas vitórias,
Por que o fazemos com nossos fracassos!
Como saber quais caminhos não nos permitimos,
Por medo dos espinhos,
Se nos esquecemos que os espinhos,
São grandes autores de nossos caminhos.
É preciso lembrar,
O quão impossível é olhar para a vida,
E não vislumbrar sua beleza,
Sua sutil gentileza,
Sua generosidade gratuita,
Soprada aos quatro ventos,
Sabiamente convergida.
Pois tudo que buscamos está sempre um passo adiante,
Num incrível instante celebrado em nós,
Instante esse, em que a esperança e a coragem,
Finalmente se encontram,
Ao desconcertante som de uma voz,
A nossa...A nossa.
Escrito por Analy Correa às 15h40
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