
Ontem,
Tomei chuva ao voltar para casa,
Chuva colorida e imaginária,
Que encharcou de esperanças
A menina solitária.
Ela, que outrora tão perdida,
Já não sonhava com a vida,
Já não sonhava com nada,
Só enegrecia e murchava,
Olhando as cores vazias,
Se perderem nas vidraças.
E quando a chuva foi-se embora,
Foi levando o esquecimento,
E o torpor do sofrimento,
Que na menina morava.
Ontem,
Tomei chuva ao voltar para casa,
E acabei não voltando,
Quem voltou foi à menina,
Como desejava há tempos.
Eu fiquei sob a chuva,
Colorida e imaginária,
Que embora fantasia,
Coloriu minha triste alma.
Escrito por Analycorrea às 09h54
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A tempestade passou,
É o que me diz esta saudade,
É esta nova necessidade,
De seguir para viver.
Vou deixando pouco a pouco,
Este meu retrato antigo,
Ainda muito colorido,
Com um sorriso a expressar,
Vou deixando à soleira,
Junto às folhas de outono,
Que de forma tão sincera,
Nos traduz este abandono.
E o vento que ora chega,
Está de todo remoçado,
Com um sopro abrusado,
Só querendo se perder.
E compor novos caminhos,
Semeado sem espinhos,
Sem o medo de esquecer.
E a aurora quem diria,
Já traduz sua harmonia,
Nos velhos versos da canção,
Que me sopram noite dia,
O que guarda o coração.
_Hei dor, eu não te quero mais,
Você, não me leva a nada!!!!
Escrito por Analycorrea às 08h08
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No meu quarto de vestir,
Onde às vezes eu me perco,
Eu viajo nas lembranças,
Na candura dos teus beijos.
E perdida, ainda penso,
No ardor do teu sorriso,
No teu cenho aprisionado,
E junto a ele aprisiono, O meu peito enamorado
Escrito por Analycorrea às 20h17
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" Sinalizadores..." 
Todos precisam recomeçar,
Seja, por um motivo velho,
Por um desejo novo.
Deveríamos afixar nas paredes,
Nos vidros, nas janelas, nos retrovisores,
Nos televisores, antes dos horários nobres,
Nas teclas dos computadores
E nos monitores,
Nos versos da canção,
Que se forma em nossas mentes,
No incansável das aquarelas,
Enquanto ainda dormentes,
No seio das flores,
Nos redesenhar dos arco-íris.
Deveríamos vir afixadas,
Nossas maiores esperanças,
Nossas temperanças,
Para que quando necessário,
Não tivéssemos medo,
Não fingíssemos coragem,
Não fugíssemos,
Mas que tivéssemos humildade,
Ao vir afixadas nossas verdades,
E finalmente admitir,
Que temos medo,
De nossas imperfeições,
De nossos erros,
De nossas imprecauções,
Que nos tornam como os dos demais,
Em suas idas e vindas,
Suas despedidas e cais,
Nesta busca que não cessa,
Por lugar que nos permita a paz.
Escrito por Analycorrea às 20h16
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“Disparada...”
O Tempo é lento,
Os passos constantes,
Corremos sempre para alcançar,
Ao que?Não sei!
Se o Tempo é incessante,
Somente nós estacamos,
Perdidos,
Nas dobras do Tempo,
Que não se dobra.
O lento é dia, é noite, é sincronia.
E nós meros espectadores,
Da mais rude consciência,
O final exato do ato.
E o Tempo, sempre Tempo,
Mudam-se,
Os caracteres e os caracterizados.
Mas o Tempo, sempre Tempo.
Noite, dia, noite, dia.
Escrito por Analycorrea às 14h31
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“Espelho...”
Amou_ e amou,
Fugiu _e tornou,
Feriu_ e sangrou,
Rugiu_ e silenciou.
Sorriu _ e chorou,
Negou_ e negou,
E negou.
E amou _e amou _e amou!
(E não é assim, que amam todos?!?!)
Escrito por Analycorrea às 14h27
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