“Sonho Contigo Depois...” ( Para os enamorados)
Não nos perderíamos, mesmo que quiséssemos, teria sempre em meu ser, uma intensa saudade do teu, e no teu, esta intensa saudade do meu, é como se tivéssemos a vida inteira procurado pelo consolo mútuo que nos permitimos, consolo, que nos vêm em forma de palavras, palavras que versam sentimentos, sentimentos os quais, à vezes, somos impedidos de expressar, de partilhar, de vir existir.
Olho às vezes o mundo com pesar, não por mim, mas por todos aqueles que seguem sem nunca se permitirem sentir verdadeiramente, aqueles que estão ocupados demais possuindo, sem descobrir que a única posse real, é a de nossas próprias utopias.
Suas palavras se abrem como sóis, são contagiantes, preciso de um lampejo e lá me surgem elas, sempre tão necessárias, tão calorosas, tão minhas, há dias que o meu dialeto é diferente, mas você o compreende, suas palavras alimentam o meu coração faminto de gentilezas.
Por isso, creio eu, deveríamos nos apaixonar todos os dias, mesmo se não correspondidos, pois quando estamos apaixonados, o mundo todo nos cabe no peito, as cores se avivam, as imperfeições diminuem, ficamos mais dispostos a perdoar e quando sonhamos, há sempre algo de bom nascendo entre um sorriso e outro, estar apaixonado é abandonar-se um pouco, e dar espaço a outros, é viver intensamente, é acreditar além do que se acredita, é sentir-se vivo, pulsante, pensante, é sentir o milagre que é a própria vida, como se ela não existisse antes, e talvez nem depois, é como se a beleza não fosse apenas um acontecimento, mas sim, uma constante. Então por mais que tenhas medo ou decepções, apaixone-se, não lhe prometo flores, mas garanto-lhe, jardins não faltarão...Não faltarão!!!!
Escrito por Analycorrea às 21h19
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" Janelas..."
Eu fecho portas por que tenho medo,
Tenho medo de fugir,
De sair daqui, e não mais tornar.
Meu medo,
È de que talvez eu não esteja fugindo,
Mas finalmente descobrindo,
Que este nunca foi, nem será o meu lugar.
E eu vejo que apaixonei pelos tons do sol,
Perdidos nestas lajotas,
E pelos os sorrisos boêmios,
Que seguiam as bicicletas em queda.
Apaixonei-me por cada lagrima,
Enquanto ainda adormecida em tua alma,
Por cada silêncio que tua presença me trouxe,
Eu me acostumei a este contentamento,
E esta euforia de cores.
Mas agora eu pergunto-me:
Será mesmo esta,
A prometida terra de minhas andanças,
Se o é, por que me espanta,
A ausência dos arco-íris,
Se eu soube desde sempre,
Que era falso o brilho refletido nas paredes.
Eu fecho portas, por que tenho medo,
Medo de admitir,
Que meus vôos precisam de novas páginas,
Páginas que não encontrei aqui.
E eu tranco as portas em teimosia...
Mas minha alma, minha valente alma,
Não se mortifica, pois sabe ela,
Onde ficam as janelas...As janelas.
Escrito por Analycorrea às 21h02
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