" Um tanto de Cinza, sob o azul intenso..."
Se olhares,
Entre um sorriso e outro,
O amargo abismo enunciado,
Perceberás toda luz que se perdeu,
E pesarás junto ao teu peito,
Todo sentimento meu.
E pensará: Não há tempo que apague,
Nem bálsamo que possa curar,
Uma alma que sem coragem,
Abandonou-se ao imenso mar.
Mas quem se perdeu que não se engane,
Um dia se há de encontrar,
E rirá dos seus enganos tantos,
Do que se permitiu malograr.
E entenderá que a vida é assim mesmo,
Não adianta reclamar,
Já que nem todo dourado é ouro,
Que nem toda dor é dolo,
Que nem todo amor é sonho,
Que nem todo outono é pranto,
Pergunte, há quem já perdeu,
E se descobriu, ganhando.

Ontem,
Foi a mais longa de todas as noites,
Sem lua ou estrelas,
Apenas trevas e soluços.
Como se minha alma,
De repente,
Acordasse em luto.
Talvez o fosse mesmo,
A pior de todas as mortes,
A morte da fé, da esperança.
E este luto,
É um abismo sem fim,
Uma queda vertiginosa.
E bastou que me fechaste a porta,
Aquela que me trazia os teus olhos,
Por onde a luz me alcançava,
E a vida toda ali estampada,
Sem se saber reinventada,
Sangrou.
Escrito por Analycorrea às 07h26
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Por que será,
Que o tempo estaciona,
Quando o queremos voando,
Levando as nossas amarras,
Cicatrizando abandonos.
Ou será que somos nós,
Que não sabemos como seguir,
E ficamos há nos repetir,
Escombro após escombro.
Queria que o tempo fizesse,
O que minha alma pobre se nega,
E se desvencilhasse de vez,
Jogasse tudo por terra.
E eu deixasse de olhar as janelas,
E checar as trancas das portas,
Deixar que o passado,
Seja finalmente, o passado.
Pois não há fantasmas nas sombras,
É no amargor que eles habitam...
No triste silêncio das almas,
E na negra ausência dos risos.
Há todos os escritores e amigos...Parabéns.
Escrito por Analycorrea às 12h49
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