
“Liberdade”
O menino pensou que era dele,
A força do braço que a segurava,
Mas era ela que lhe segurava o braço,
Enquanto o vento teimava.
E no infinito se remexia,
Resistia, rebolava,
A azul verde branca amarela,
A pipa bandeira hasteada.
Quem passava logo ali,
Na Alameda dos coqueiros,
Contagiava-se com do menino,
De olhos coloridos,
Desarrumados cabelos negros,
O coração no rosto,
Tão valente e destemido.
E o invejaria,
Mesmo que por um instante,
Mesmo que por um sorriso,
Invejaria também,
A pipa bandeira hasteada,
Livre e admirável,
Ela que não inveja ninguém,
Fica só o suficiente,
De transformar toda essa gente, Em menino livre também.
Escrito por Analycorrea às 19h54
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Eu desisti... E as frágeis marcas na areia, já não me convencem a sonhar. A verdade é que cansei de olhar em vão, esperando o teu sorriso, Cansei de te encontrar em cada canção que eu ouvia, Em cada gesto de afeto e de verdadeira alegria. Cansei de chorar negando, Que era contigo que andavam os meus pensamentos. Cansei de contar estrelas e admirar a lua, De ouvir o vento declamar o suave da voz tua. Cansei das poesias, de rever fotografias e cores, Que nunca deixaram o silêncio. Cansei de ir ao cinema, E te procurar na poltrona ao lado, De te buscar abraço após abraço,
E só encontrar o vazio. Cansei de sentir o teu cheiro, de ouvir teu riso,
De maldizer o entardecere, onde o único desejo,
Era o de estar contigo. Cansei de brincar de faz de conta, Faz de conta que fez diferença, O incomensurável amor que eu lhe tinha, Amor feito de alma e de melodia. Hoje, não me importa mais a tua rotina, Tuas tristezas, menos ainda os teus sonhos. Eu desisti, rompi até comigo. E veja, os pássaros levaram todas as migalhas, Aquelas tantas que deixei para marcar o caminho, As únicas que me restavam de ti, Na verdade, devoraram eles até o caminho, Estavam famintos, como eu estive por tanto tempo.
E se foram, levando a saudade,
Numa mera bagagem de mão...
E no coração, no ardido coração,
Nada menos que um início...Um início...
Escrito por Analycorrea às 18h53
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