
Um dia eu fui um grão,
Um pequenino grão de areia,
Desejoso de ser o mar,
De espalhar a sua teia,
Suavemente se alastrar.
E soprou a tempestade,
De raios e majestade,
Só querendo impressionar,
Junto a ela percorri,
Mitos e infinitos,
Desbravei caminhos,
Atenuei passados,
Rascunhei auroras,
Sem marcar meus passos.
Perdi-me das despedidas,
Do dolorido esquecimento,
Dos agouros da tristeza,
E seus pungentes lamentos.
Portas rangeram a sorrir,
Alto, muito alto,
E era eu a sair,
Sem dizer adeus,
Sem me impedir,
Não houve saudades,
Eu soube, não houve,
Talvez, só talvez,
Por eu levar comigo,
Neste peito,
Tantos outros corações...
Escrito por Analycorrea às 20h00
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Gosto de inventar sonhos, daqueles em que posso mexer e voltar atrás e continuar na manhã seguinte. Com ou sem vento, as tempestades nos fazem falta. Eu preciso esquecer, mas meu coração recusa-se... Fecha então a porta e comigo vem amarrotar teus sonhos...E o amanha, deixa-o...Deixa-o...Ele nem sempre será segunda-feira...
Escrito por Analycorrea às 07h44
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