
Se pudesses me ver agora,
Se realmente me pudesses ver,
Deitada em mim mesma,
A alma nua,
Nesse meu imenso tapete de memórias,
Olhando o sol, que embora vívido,
Reina muito além de minhas janelas.
Veria a menina amada e tola,
Que ri além dos lábios selados,
Dos olhos tristonhos,
Emudecidos,
Desesperançados,
Veria-me como sou,
Veria quem eu sou...
Eu sou a canção que se aprecia em silêncio...
Escrito por Analycorrea às 09h15
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