
A Dança – Pablo Neruda
Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio ou flecha de cravos que propagam o fogo: te amo como se amam certas coisas obscuras, secretamente, entre a sombra e a alma. Te amo como a planta que não floresce e leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores, e graças a teu amor vive escuro em meu corpo o apertado aroma que ascendeu da terra. Te amo sem saber como, nem quando, nem onde, te amo diretamente sem problemas nem orgulho: assim te amo porque não sei amar de outra maneira, senão assim deste modo em que não sou nem és, tão perto que tua mão sobre meu peito é minha, tão perto que se fecham seus olhos com meus sonhos.
Minha homenagem aos tantos corações enamorados, sentir é um privilégio, um presente de Deus para os corações humanos, quem dera pudéssemos nos apaixonar todos os dias, pela vida, pelos desafios, pelos sonhos, por alguém que nos traga tudo isso, e que ainda nos permita ser quem realmente somos. Este poema do Pablo Neruda traduz esta singularidade, esta pluralidade, esta Dança, de sentimentos, de pensamentos, das sinceras e profundas emoções... O amor tem o poder de nos fazer sonhar, mesmo se acordados...
Escrito por Analycorrea às 09h00
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