
Eu que nunca pintei nada,
Sinto falta dos meus pinceis,
E das cores embaralhadas,
Das estrelas aos dedos dos pés.
Sinto falta dos assovios,
Do vento livre, varrendo as curvas,
Dos risos cobertos de sorvete,
E dos carinhos breves,
Que vez ou outra me roçavam a nuca.
Sinto falta da aurora,
A aurora de meus pensamentos,
Que me afastava a escuridão,
Gritando-me sem nenhum lamento:
_ Já vem lá os novos tempos... Os novos tempos...
Escrito por Analycorrea às 15h47
[]
[envie esta mensagem]
|