
Você... Menina de asas,
Que me doa sua alma,
Aquece-me com a sua calma,
E me impede este abandono.
Você...
Mulher de coração menina,
Terna, intensa, pequenina, assim,
Como são todas as divinas criaturas.
Você... Que me empresta a sua rima,
Ensina-me todo encanto,
Dedica-me tanto carinho,
E faz-me esquecer o quente e doloroso pranto.
Você, que me fez acreditar,
Que me permite enxergar,
As vivas cores,
As entrelinhas,
As aquarelas,
Das poesias.
Você que me faz melhor,
Abrindo as portas de toda beleza,
Em especial,
Àquela que só se revela aos sonhadores.
E me fez compreender, que a imensidão do saber,
È reconhecer que de tudo sabemos tão pouco.
Você...
Que parece habitar entre as estrelas,
No cândido azul dos céus,
Onde as luzes são eternas,
E a escuridão nunca me alcança,
E onde, até mesmo o silêncio,
O silêncio,
É uma doce canção de ninar,
Que me eleva o pensamento.
Você que me semeia vida,
Faz-me sentir, pensar, crer, existir,
Você... Paradoxo de todas as coisas,
És simples assim,
Começo que se perdeu do fim...
Começo que se perdeu do fim...
Querida Valéria, você sempre foi uma amiga admirável, aprecio demais a sua personalidade constante, única, marcante, teus silêncio, cara mia, revelam-me todas as palavras do universo, bem como todos os possíveis pensamentos, admiro-te, como a um manso por do sol, que permite as cores, todas elas, a ousadia incomparável de existir... Felicidades... Felicidades...
Escrito por Analycorrea às 10h39
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