
A menina se perdeu, Seus olhos apagaram-se, Sua alma emudeceu. Todo brilho que era dela, De repente enegreceu. E ela ficou à janela, Acenando com sua dor, Suas asas, pobrezinha, Arrancadas com ardor, Na rotina tola da vida, Viu-se ela, Mera alma sem valor. Mas há dias de esperança, Onde quase brotam seus sorrisos, Porém, Não são reais tais lampejos, A alegria se foi, Sem despedir-se, Sem permitir-se, Um pensar em tornar depois. Também, A alegria não se sentia bem-vinda, Não se sentia em casa, Não tinha um cais para aportar, Foi-se ela simplesmente, Como a brisa que abandona o mar. E a menina foi-se junto, Foi-se ela num rabisco,
Num nuance do luar, Numa tela em aquarela, Feito chuva a martelar,
Virou ela simplesmente,
Retrato sem emoldurar; emoldurar!
Escrito por Analycorrea às 09h01
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