" Quase ontem..."
Meu Deus... Meu Deus... Meu Deus...
Ainda ouço aquele riso,
E ele se foi há tanto tempo.
O ontem, como se fosse hoje,
E o hoje, qualquer tempo.
Ainda ouço as notas miúdas,
Das estrelas brilhando tristes,
E a lua, a pobre lua,
Na imensidão sôfrega resiste.
Ainda ouço a poesia,
Dos lábios mornos,
Nos meus pousados,
Ainda ouço, ainda ouço,
O coração acelerado.
Ouço as tardes que não chegavam,
E as manhãs que se atreviam,
Ouço o sonho em um abraço,
E os acordes dos trens nos trilhos.
Ouço o silêncio noites inteiras,
O sol distante que não permeia,
E o mar saudoso e magoado,
Que em vão afaga a fria areia.
Ouço o tempo que corre rápido,
Pelo relógio, pelo retrato, pelo espelho,
E me acorda, e me acorda,
E é só o hoje, e é só o hoje...
Escrito por Analycorrea às 09h00
[]
[envie esta mensagem]
|