
Tudo passa,
O tempo, o vento, os impedimentos,
As cores antes do entardecer,
As saudades enquanto aceno.
Passam as letras no quadro negro,
Os pinceis nas aquarelas,
O sorvete que escorre da casquinha,
E o farfalhar das tulipas amarelas.
Passam também,
O medo, a dor, o sofrimento,
Passa a culpa, as rugas,
Os desentendimentos.
Passa a lua e sua corte de estrelas,
E chuva em modesta poesia,
O frescor dos olhares curiosos,
E também a sincera luz do dia.
Passa a força que vence montanhas,
As águas que movem os moinhos,
Passa a vida, enquanto inicio,
Passa enquanto vida.
Mas uma coisa não passa,
Vão-se as noites, vão-se os dias.
É este amor que trago na alma,
Este amor para todas as vidas.
Homenagem a minha irmã Oriete. Pois passe o tempo que passar, você será sempre minha pequenina. Amo-te muito... Ontem... Hoje... Sempre...
Escrito por Analycorrea às 10h40
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