
A menina se perdeu, Seus olhos apagaram-se, Sua alma emudeceu. Todo brilho que era dela, De repente enegreceu. E ela ficou à janela, Acenando com sua dor, Suas asas, pobrezinha, Arrancadas com ardor, Na rotina tola da vida, Viu-se ela, Mera alma sem valor. Mas há dias de esperança, Onde quase brotam seus sorrisos, Porém, Não são reais tais lampejos, A alegria se foi, Sem despedir-se, Sem permitir-se, Um pensar em tornar depois. Também, A alegria não se sentia bem-vinda, Não se sentia em casa, Não tinha um cais para aportar, Foi-se ela simplesmente, Como a brisa que abandona o mar. E a menina foi-se junto, Foi-se ela num rabisco,
Num nuance do luar, Numa tela em aquarela, Feito chuva a martelar,
Virou ela simplesmente,
Retrato sem emoldurar; emoldurar!
Escrito por Analycorrea às 09h01
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" Mosaico..."
Meus pés descalços denunciam-me,
Denunciam minha nudez diante do futuro,
E esta estranha sensação de total preparo.
Engraçado como já não enxergo nada,
Não trago comigo reflexos,
Nem retalhos, nem as minhas cicatrizes.
A verdade é que cansei de me esconder da lua,
De temer as minhas verdades,
Sou imperfeita, é fato, é ato,
Minha real identidade.
De frente as janelas, recordo-me,
Do quanto temi certa ausência,
Sem saber ao certo,
Que era eu quem me faltava.
Andar a chuva ainda me comove,
Ainda me intriga,
Assim como as folhas no outono,
Que se vão sem despedidas,
Assim como os risos nas bocas carnudas dos girassóis,
Que teimam em me indicar o caminho,
Esta vasta paisagem, este mundo em mim...
E o meu destino, o meu destino,
Embora me pareça diferente, permanece,
Simplesmente permanece,
Neste suave mosaico de felicidades, felicidades...
Escrito por Analycorrea às 19h32
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Para Sempre - Carlos Drummond de Andrade
Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento.
Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.
Minha homenagem aquelas que personificam e edificam o verdadeiroo Amor... Minhas muitas mães, Amos vocês...
Escrito por Analycorrea às 12h10
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Você... Menina de asas,
Que me doa sua alma,
Aquece-me com a sua calma,
E me impede este abandono.
Você...
Mulher de coração menina,
Terna, intensa, pequenina, assim,
Como são todas as divinas criaturas.
Você... Que me empresta a sua rima,
Ensina-me todo encanto,
Dedica-me tanto carinho,
E faz-me esquecer o quente e doloroso pranto.
Você, que me fez acreditar,
Que me permite enxergar,
As vivas cores,
As entrelinhas,
As aquarelas,
Das poesias.
Você que me faz melhor,
Abrindo as portas de toda beleza,
Em especial,
Àquela que só se revela aos sonhadores.
E me fez compreender, que a imensidão do saber,
È reconhecer que de tudo sabemos tão pouco.
Você...
Que parece habitar entre as estrelas,
No cândido azul dos céus,
Onde as luzes são eternas,
E a escuridão nunca me alcança,
E onde, até mesmo o silêncio,
O silêncio,
É uma doce canção de ninar,
Que me eleva o pensamento.
Você que me semeia vida,
Faz-me sentir, pensar, crer, existir,
Você... Paradoxo de todas as coisas,
És simples assim,
Começo que se perdeu do fim...
Começo que se perdeu do fim...
Querida Valéria, você sempre foi uma amiga admirável, aprecio demais a sua personalidade constante, única, marcante, teus silêncio, cara mia, revelam-me todas as palavras do universo, bem como todos os possíveis pensamentos, admiro-te, como a um manso por do sol, que permite as cores, todas elas, a ousadia incomparável de existir... Felicidades... Felicidades...
Escrito por Analycorrea às 10h39
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Como te invejo pássaro solitário,
No azul intenso esquecido,
Tão só, tão distante, tão livre,
Quisera eu estar contigo...
Quisera eu estar contigo...
Sem estas saudades no ser,
Muito menos este peito oprimido,
Seria eu como o vento,
Sob tuas asas há morar,
Um só seríamos nós,
E o tempo todo a passar.
Escrito por Analycorrea às 20h46
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Canção do dia de sempre – Mario Quintana
Tão bom viver dia a dia... A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida, Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio: Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua, Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança Das outras vezes perdidas, Atiro a rosa do sonho Nas tuas mãos distraídas...
Si... sempre que leio este poema, recordo-me dos teus conselhos... (Desapego)rsrs. Aproveitei-me dele para desejar-te felicidades, desafios, prosperidade, e carinho suficiente, para fazer transbordar o mar. Você cara mia, a mais guerreira das amigas, mesmo distante, você se faz muito presente, é alguém que o coração sempre quer ter por perto e aquela que os pensamentos sempre se alegram ao visitar. Pois você se gravou nesta alma, com o mágico tipo de tinta, que nem o tempo consegue apagar. Adoro-te. Saudades demais...
Escrito por Analycorrea às 18h48
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Não quero mais flores de plástico,
Murchando solitárias em minhas janelas,
Nem me recordar,
O quanto e quanto choro eu em meus sorrisos.
Quero versos que não me precisem, enquanto me reparto,
Lina à linha, traço a traço.
Não quero nada de velho, nem mesmo recordações,
Quero tudo novo de novo,
E assim andar descalça sob as estrelas,
Em noite de chuva e de saudades,
Para lembrar ao coração que a vida faz todo sentido,
Em não fazer sentido algum em verdade.
Escrito por Analycorrea às 12h22
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Nos umbrais da casa velha,
Passarinhos se amontoam,
Para ver passar Maria,
E os seus cabelos soltos...
Escrito por Analycorrea às 21h21
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Sinto vergonha de mim – RUI BARBOSA
"Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo, buscando a tal "felicidade" em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos "floreios" para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar", voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar o meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro !
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem- se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto"
Escrito por Analycorrea às 11h07
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Lili acordou no meio da noite, no peito uma dor crescente, como se de repente tivesse um buraco negro, no lugar do seu coração contente...
Escrito por Analycorrea às 14h28
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Outro dia, ontem mesmo, Lá no largo da estação, Vi uma menina brincando, Puxando o mundo com as mãos. E o mundo que era dela, E lá céu se encontrava, Entre uma rajada e outra, Suas cores avivavam. E este mundo que era livre, E que numa pipa cabia, Estava no azul disposto, Como uma suave melodia. E o sorriso da menina, Que ao mundo balançava, Era um sorriso imenso, Que a tudo e tudo encantava. E embora ali sozinha, Naquela doce diversão, A menina era-nos todos, O Mundo todo, um coração...
Minha homenagem as amigas aniversariantes, Su e Déia, as quais eu admiro e amo. Meninas vocês carregam na alma a luz que eu acredito que Deus nos deu para iluminar-mos uns ao outros, e assim vocês o fazem, de maneira única, simples e generosa, tornando o mundo de todos os que as conhecem, um lugar repleto de esperanças e sonhos. Deus esteja com vocês...Muitas, muitas Felicidades...
Escrito por Analycorrea às 13h18
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Nós útimos tempos o meu coração mora numa lágrima...
Escrito por Analycorrea às 14h06
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Eu que nunca pintei nada,
Sinto falta dos meus pinceis,
E das cores embaralhadas,
Das estrelas aos dedos dos pés.
Sinto falta dos assovios,
Do vento livre, varrendo as curvas,
Dos risos cobertos de sorvete,
E dos carinhos breves,
Que vez ou outra me roçavam a nuca.
Sinto falta da aurora,
A aurora de meus pensamentos,
Que me afastava a escuridão,
Gritando-me sem nenhum lamento:
_ Já vem lá os novos tempos... Os novos tempos...
Escrito por Analycorrea às 15h47
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Aos amigos: Juliano, Déia, Su, Si (trinteto brasilia), Re, Jose Henrique, Maca, Du, Pedro, E, Ori, JB, Jeferson, Angelica, Gi, Esy, Milla, Iza, Mary Jones, Leandro, Ro Belchior, Dri, Drica, Pris, Liginha, Gil, Dinha, Má e Leo, Ber, Lucio, Biano, Cris, Chicão, Renan, Erla, Si Catiguá, Su Catanduva, Cosme, Karina, Fátima, Dani, Hugão, Rafa, Dan Dan, Tere, Edy Sando, Cuca, Wilian, Bruno, Fer, Maisa, Mara Doná...

Vocês são as esperanças que me faltam, amo vocês, amo mesmo, vocês são a minha segunda família, amo-os com o coração, com o pensamento e com a alma, e todos os dias, agradeço a Deus, o imenso privilégio de tê-los em minha vida e chamá-los de grandes amigos... Eu me completo, em cada um de vocês. Boas festas, Anos Novos Maravilhosos... Repletos de amor, saúde, respeito, carinho, e se Deus nos permitir, cada dia mais próximos. Felicidades...
Escrito por Analycorrea às 21h07
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Apenas vos falta um ser, e tudo está despovoado...
(Lamartine)
Escrito por Analycorrea às 07h45
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